quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Violência contra os idosos

A violência contra o idoso é um grave problema de saúde pública no Brasil. Um levantamento recente dessa realidade, divulgado em 2007, pela Universidade Católica de Brasília (UCB), mostra que 12% dos quase 18 milhões de idosos do país já sofreram maus-tratos. A violência psicológica é o tipo mais comum e engloba humilhação, discriminação e ameaças. Mas as ocorrências contra os maiores de 60 anos também incluem agressões físicas, uso indevido do dinheiro do idoso, negligência, abandono e até mesmo a violência sexual.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), em 2025, o Brasil passará da décima-sexta para a sexta posição entre os países com maior número de idosos. Um contingente respeitável, cuja qualidade de vida exige ser levada em conta, tanto pelo poder público quanto pelos mais jovens na sociedade civil, acima dos preconceitos ou de qualquer tipo de discriminação.

Os principais tipos de violência contra os idosos:

- Violência Física: causada com intenção de provocar dor, ferimento e coerção física;

- Violência Psicológica: o ato ou ação de infringir pena, dor ou angústia mental, através de expressões verbais e não verbais;

-Violência Financeira: quando há exploração imprópria, ilegal e/ou uso sem autorização do idoso de recursos materiais;

- Violência Sexual: quando ocorre assédio e/ou ato sexual sem o consentimento do idoso;

-Negligência: quando há esquecimento ou falha em providenciar a assistência das necessidades básicas do idoso: cuidados com a saúde em geral, alimentação, medicamentos, higiene, ignorar ou não escutar o idoso.


O que prevê a lei?

No Brasil, está-se convivendo com a primeira geração a ter seus direitos reconhecidos pela Política Nacional do Idoso, instituída pela Lei n° 8.842, de 1994. Mas só com a aprovação do Estatuto do Idoso, em 2003, passou a ocorrer maior conscientização por parte da sociedade quanto à observação desse específico amparo legal. Com Estatuto, o Ministério Público Estadual passou a atuar na defesa dos direitos dos idosos relacionado com o direito à vida, à liberdade, ao respeito, à dignidade, à saúde, à alimentos, educação, cultura, esporte, lazer, profissionalização, ao trabalho, à assistência social, à habitação, ao transporte, ou assegurados ao idoso, promovendo as medidas judiciais ou extrajudiciais cabíveis.

O artigo 4° do Estatuto prevê expressamente: “Nenhum idoso será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos.” E o mais importante, o mesmo artigo determina que é dever de todos prevenir a ameaça ou violação aos direitos do idoso.

O idoso deve denunciar e procurar ajuda pois tem direito ao respeito, a inviolabilidade de sua integridade física, psíquica e moral. É dever de todos zelar pela dignidade dos idosos, colocando-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor. Se o idoso não denuncia, é dever dos cidadãos denunciar!

Via: Portal do Envelhecimento
Dísponível em <http://portaldoenvelhecimento.org.br/noticias/violencias/violencia-contra-idosos.html> Acesso em 25 de outubro de 2013 às 20h e 30min

sábado, 26 de outubro de 2013

Os agressores/violentadores X as vítimas

O violentador/agressor de um idoso é o mesmo violentador de uma mulher? Não! O perfil dos agressores é muito plural e depende diretamente do perfil da vítima e do tipo de violência/ato violento. Mas como isso se justifica?

Como já foi especificado nas postagens (cronologicamente) anteriores, a violência está enraizada nos pilares das sociedades e ela pode ocorrer em inúmeros locais e situações, variando o perfil das vítimas e dos agressores.

O perfil dos agressores/violentadores não é de fácil diagnóstico ou identificação, pois não há um perfil típico desses indivíduos. Na maioria às vezes são indivíduos com histórico de problemas de relacionamento intrafamiliar, podem possuir baixa autoestima, podem ser frustrados ou portadores de algum distúrbio de personalidade e/ou caráter, podendo ser também indivíduos com condições socioeconômicas desfavoráveis que não obtiveram alguma formação ética/moral.

                                             Figura 1

As vítimas podem ser de qualquer idade, sexo, raça, cultura, religião, educação, emprego ou estado civil e exprimem, ou não, uma condição de dependência, fragilidade, indefesa, debilidade ou na visão distorcida dos agressores, estas vítimas são inferiores, inúteis ou INDIGNAS (podendo ser culpadas pela violência).

                                          Figura 2

Os perfis dos agressores a partir das vítimas:
- Os principais agressores dos idosos são os filhos, cônjuges, seguidos pelos cuidadores e profissionais da saúde. (Brasil, 2009 p.32)

- Para a mulher o principal agressor é um familiar ou pessoa conhecida da vítima, na maioria das vezes, o marido, namorado ou parceiro. (Brasil, 2009 p.26)

- Para a criança os principais agressores de crianças são os pais, mães, irmãos, amigos, padrasto, cuidadores, nessa ordem. (Brasil, 2009 p.16)
                                           
- Em relação às violências sofridas por adolescentes, geralmente estes são as vitimas e os autores das violências que ocorrem principalmente fora de casa (brigas, envolvimento com gangues, criminalidade ou tráfico de drogas). Os adolescentes frequentemente sofrem violência (abuso sexual, estupro, ameaças, agressões físicas e verbais) por um conhecido (pai, padrasto, parceiro, parente, vizinho), muitas vezes, em seus próprios lares. Os adolescentes com deficiência são mais desprotegidos e vulneráveis à agressão. (Brasil, 2009 p.22)

- O homem é mais vulnerável à violência, seja como autor, seja como vítima. Os homens adolescentes e jovens são os que mais sofrem lesões e traumas devido a agressões, com um maior tempo de internação. (Brasil, 2009 p.29)

                                Figura 3

É imprescindível que a resolução do problema ocorra da melhor maneira, seja procurando se afastar da situação e do agressor, buscando orientações e/ou registando a situação junto a uma delegacia de polícia para que se tomem as medidas legais adequadas. Dentre os principais crimes que um agressor pode responder estão os crimes contra a honra (injúria, calúnia, difamação...), os crimes contra a pessoa (ameaça, lesão corporal), dentre outros.

                                      Figura 4
Referências:

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica.
Por uma cultura da paz, a promoção da saúde e a prevenção da violência / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Ministério da Saúde, 2009. Disponível em <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cultura_paz_saude_prevencao_violencia.pdf > Acesso em 26 de outubro de 2013 às 15h 30min

Figura 1: http://aventadores.files.wordpress.com/2011/10/agressores.jpg
Figura 2: http://acapa.virgula.uol.com.br/site/images/noticia/1212201112316.jpg
Figura 3: http://3.bp.blogspot.com/-zjTd0xAGIoU/T9s8HVpduSI/AAAAAAAADws/-hxupRKRL 60/s1600/idoso.jpg
Figura 4: http://acapa.virgula.uol.com.br/site/images/noticia/1212201112316.jpg

domingo, 13 de outubro de 2013

Violência: um problema para a saúde pública

  Em sua origem e manifestações, a violência é um fenômeno sociohistórico e acompanha toda a experiência da humanidade. Portanto, ela não é, em si, uma questão de saúde pública. Transforma-se em problema para a área, porém, porque afeta a saúde individual e coletiva e exige, para sua prevenção e tratamento, formulação de políticas específicas e organização de práticas e de serviços peculiares ao setor. (BRASIL, 2005, p.10)

  Como lembra um dos importantes documentos da Organização Pan-Americana da Saúde: A violência, pelo número de vítimas e pela magnitude de sequelas orgânicas e emocionais que produz, adquiriu um caráter endêmico e se converteu num problema de saúde pública em muitos países (...). O setor Saúde constitui a encruzilhada para onde convergem todos os corolários da violência, pela pressão que exercem suas vítimas sobre os serviços de urgência, atenção especializada, reabilitação física, psicológica e assistência social. (ORGANIZAÇÃO PANAMERICANA DA SAÚDE, 1994, p. 5)


  Os danos, as lesões, os traumas e as mortes causados por acidentes e violências correspondem a altos custos emocionais e sociais e com aparatos de segurança pública. Causam prejuízos econômicos por causa dos dias de ausência do trabalho, pelos danos mentais e emocionais incalculáveis que provocam nas vítimas e em suas famílias e pelos anos de produtividade ou de vida perdidos. Ao sistema de saúde, as conseqüências da violência, dentre outros aspectos, se evidenciam no aumento de gastos com emergência, assistência e reabilitação, muito mais custosos que a maioria dos procedimentos médicos convencionais. Cálculos estimam que cerca de 3,3% do PIB brasileiro são gastos com os custos diretos da violência, cifra que sobe para 10,5% quando se incluem custos indiretos e transferências de recursos.(BRICEÑO-LEÓN, 2002)

  No entanto, a violência também dá lucro. Primeiramente, parte das mortes e lesões que hoje ocorrem no mundo por essa causa se devem a ações criminosas como tráfico ilegal de armas, de drogas e de outras mercadorias, organizadas internacionalmente e lucrativas, para as quais, os aparatos violentos garantem e agregam valor. 
Atualmente, além de representantes de muitos segmentos da sociedade participarem, de alguma forma, da criminalidade globalizada, floresce aqui no Brasil uma poderosa forma de comercialização dos sentimentos de insegurança da população: construção de condomínios com inúmeros dispositivos técnicos que encarecem seus custos e os tornam segregados; blindagem de carros; serviços de segurança patrimonial e pessoal; produção de grades e de armas, dentre outros. Essas mudanças privilegiam apenas os mais ricos que se isolam em paraísos fictícios, como se fosse possível não se expor à realidade conflituosa das grandes metrópoles e acirram a questão social, sobretudo, do desemprego, da persistência das desigualdades e dos anseios frustrados da juventude que demanda oportunidades de vida e de consumo. (BRASIL, 2005, p.11)

  
  Embora as causas complexas da violência precisem ser analisadas em seus componentes sociohistóricos, econômicos, culturais e subjetivos, é preciso lembrar que suas conseqüências afetam a saúde individual e coletiva e os serviços do setor. As unidades de serviços, antes muito mais orientadas para as enfermidades de origem biomédica, são hoje chamadas para dar respostas às vítimas de lesões e traumas físicos e emocionais, devendo equipar-se para isso. (BRASIL, 2005, p.12)
 

  Violências e acidentes, ao lado de enfermidades crônicas e degenerativas configuram, na atualidade, um novo perfil no quadro dos problemas de saúde do País, em que se ressalta o peso do estilo de vida, das condições sociais e ambientais e da maior longevidade. (BRASIL, 2005, p.14)

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Impacto da violência na saúde dos brasileiros / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde. – Brasília, 2005. Disponível em <http://www.prosaude.org/publicacoes/diversos/impacto_violencia.pdf> Acesso em 7 de outubro de 2013 às 20h e 30min.

Figura 1:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjDb15f6waoOzk6llDSl9QSXT_yC2ALwIewj9naIZcT5fsyGaKZunqFuYsRy5Mf7kTDHJxiqCJ9VYQ6sQqBKplYBq1Vgn6a-GoHFDmI3Hev5LTkYDxIj8pwOjFn7LHt4W1AMq8MFyeRdKg/ s320/violencia3.jpg

Figura 2:http://aaapucrio.com.br/wp-content/uploads/Palestra-Viol%C3%AAncia-Urbana-e-Sa%C3%BAde.jpg

Figura 3: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgLT7N9jJYyA5f7oIrrP1ABU_nmLiVyWEBd5BwOkTZHhjGL3lb92WzvdvuUHyDvj5dL-abyMxp-_8vbVe5VxudRVD1QBgyV0HmP2SCWwa1cLluqebj4i7x9XDGlGjpcOIn-MLIR34TjxcWm/ s320/mulheres-violencia.jpg



As violências no Brasil: um outro olhar

A violência se manifesta por meio da tirania, da opressão e do abuso da força. Ocorre do constrangimento exercido sobre alguma pessoa para obrigá-la a fazer ou deixar de fazer um ato qualquer. Existem diversas formas de violência, tais como as guerras, conflitos étnico-religiosos e banditismo.

A violência, em seus mais variados contornos, é um fenômeno histórico na constituição da sociedade brasileira. A escravidão (primeiro com os índios e depois, e especialmente, com a mão de obra africana), a colonização mercantilista, o coronelismo, as oligarquias antes e depois da independência, somados a um Estado caracterizado pelo autoritarismo burocrático, contribuíram enormemente para o aumento da violência que atravessa a história do Brasil.


Diversos fatores colaboram para aumentar a violência, tais como a urbanização acelerada, que traz um grande fluxo de pessoas para as áreas urbanas e assim contribui para um crescimento desordenado e desorganizado das cidades. Colaboram também para o aumento da violência as fortes aspirações de consumo, em parte frustradas pelas dificuldades de inserção no mercado de trabalho.

                     Figura 1

Por outro lado, o poder público, especialmente no Brasil, tem se mostrado incapaz de enfrentar essa calamidade social. Pior que tudo isso é constatar que a violência existe com a conivência de grupos das polícias, representantes do Legislativo de todos os níveis e, inclusive, de autoridades do poder judiciário. A corrupção, uma das piores chagas brasileiras, está associada à violência, uma aumentando a outra, faces da mesma moeda.

As causas da violência são associadas, em parte, a problemas sociais como miséria, fome, desemprego. Mas nem todos os tipos de criminalidade derivam das condições econômicas. Além disso, um Estado ineficiente e sem programas de políticas públicas de segurança, contribui para aumentar a sensação de injustiça e impunidade, que é, talvez, a principal causa da violência.

                      Figura 2

A violência se apresenta nas mais diversas configurações e pode ser caracterizada como violência contra a mulher, a criança, o idoso, violência sexual, política, violência psicológica, física, verbal, dentre outras.

Em um Estado democrático, a repressão controlada e a polícia têm um papel crucial no controle da criminalidade. Porém, essa repressão controlada deve ser simultaneamente apoiada e vigiada pela sociedade civil.

Conforme sustenta o antropólogo e ex-Secretário Nacional de Segurança Pública , Luiz Eduardo Soares: "Temos de conceber, divulgar, defender e implantar uma política de segurança pública, sem prejuízo da preservação de nossos compromissos históricos com a defesa de políticas econômico-sociais. Os dois não são contraditórios" .

A solução para a questão da violência no Brasil envolve os mais diversos setores da sociedade, não só a segurança pública e um judiciário eficiente, mas também demanda com urgência, profundidade e extensão a melhoria do sistema educacional, saúde, habitacional, oportunidades de emprego, dentre outros fatores. Requer principalmente uma grande mudança nas políticas públicas e uma participação maior da sociedade nas discussões e soluções desse problema de abrangência nacional.

                            Figura 3

Orson Camargo
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP
Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP

Texto retirado de http://www.brasilescola.com/sociologia/violencia-no-brasil.htm
Acesso em 12 de outubro de 2013 às 23h e 30min.

Referências:

Figura 1: http://sp8.fotolog.com/photo/56/42/95/altere/1207784957_f.jpg
Figura 2: http://www.grandesmensagens.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Impunidade-no-judiciario-mackenzieg.jpg
Figura 3: http://3.bp.blogspot.com/-x1-aD4oR3_E/UWGALl4x_nI/AAAAAAAABgU/ZGJShvmhYl8/s1600/236_2421-joao20faissal20-20democracia.jpg

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Quais são as violências? E como são classificados os atos violentos?

Na realidade brasileira a violência não é somente uma, ela é múltipla. E todas as sua 'vertentes' não dispõem e nunca dispuseram da tolerância social, visto que este fenômeno fere, antes de tudo, os princípios éticos e morais de qualquer cultura.

Segundo a classificação seguida pela OMS, o fenômeno violência é classificado a partir de suas manifestações, em que há a violência auto-infligida, a violência interpessoal e a violência coletiva.

- Por violência auto-infligida, entendem-se os comportamentos suicidas (que contempla suicídio, ideação suicida e tentativas de suicídio) e os auto abusos (que nomeia as agressões a si próprio e as automutilações). (Brasil, 2005 p.23)

- As violências interpessoais são classificadas em dois âmbitos: o intrafamiliar e o comunitário.

 Por violência intrafamiliar se entende a que ocorre entre os parceiros íntimos e entre os membros da família, principalmente no ambiente da domiciliar, porém não unicamente. Inclui as várias formas de agressão contra crianças, contra a mulher ou o homem e contra os idosos.
  A violência comunitária é aquela que ocorre no ambiente social em geral, entre conhecidos e desconhecidos. Consideram-se suas várias expressões como violência juvenil, agressões físicas, estupros, ataques sexuais e inclusive, a violência institucional que ocorre, por exemplo, em escolas, locais de trabalho, prisões e asilos.  (Brasil, 2005 p.24)

- Por violências coletivas se entendem os atos violentos que acontecem nos âmbitos macro-sociais, políticos e econômicos e caracterizam a dominação de grupos e do Estado. Nessa categoria, do ponto de vista social, se incluem os crimes cometidos por grupos organizados, atos terroristas, crimes de multidões. No campo político, estão a negligência social, as guerras e os processos de aniquilamento de determinados povos e nações por outros. A classificação de violência coletiva contempla também ataques econômicos entre grupos e nações, geralmente motivados por intenções e interesses de dominação.(Brasil, 2005 p.24)


Os atos violentos são advindos de relações interpessoais e são compreendidos principalmente pela violência comunitária/social. Estes são classificados também de acordo com a sua natureza. As violências podem de natureza física, psicológica, sexual e envolvendo o abandono, a negligência ou a privação de cuidados.

- A violência física denota o uso da força física para gerar injúrias, violar a integridade física, proporcionar dor ou incapacidade em outrem.

- As violências de cunho psicológico nomeiam as agressões verbais (faladas e/ou escritas) ou gestuais, que objetivam de humilhar, rejeitar, aterrorizar, privar da liberdade à outrem ou ainda isolar um individuo do convívio social.

- Se entende por violência sexual os atos sexuais que ocorrem em relações homo ou heterossexuais que objetivam a estimular da vítima ou utilização da mesma para obtenção excitação sexual e práticas eróticas, pornográficas e sexuais impostas por meio de aliciamento, violação da integridade física ou ameaças.

- A negligência ou abandono compreende a ausência ou a negação da prestação de cuidados fundamentais à outrem que deveria obter atenção e cuidados.

- Violência institucional é aquela praticada nas instituições prestadoras de serviços públicos como hospitais, postos de saúde, escolas, delegacias, judiciário. Pode incluir desde a dimensão mais ampla da dificuldade no acesso até a má qualidade dos serviços. É perpetrada por agentes que deveriam proteger as vítimas de violência garantindo-lhes uma atenção humanizada, preventiva e também reparadora de danos. Pode ser identificada quando as vitimas são obrigadas a peregrinar por diversos serviços até receber atendimento; pela falta de escuta, tempo, privacidade para cada usuário; pela frieza, rispidez, falta de atenção, negligência; por maus-tratos dos profissionais para com os usuários, motivados por descriminação, abrangendo as questões de raça, idade, opção sexual, gênero, deficiência física e/ou doença mental. (Martinez, 2008, p.2)

                     Figura 2

Acima de toda e qualquer classificação é importante que se compreenda que as violências são violações aos direitos humanos, onde 'seres humanos' (os agressores/ violentadores) ferem os direitos de outros seres humanos (as vitimas). É importante também, que seja trabalhado na desmitificação da violência: A violência ainda é definida por alguns como um ato 'primitivo', natural e de origem biológica. Porém se sabe que a violência é um ato consciente, pensado e planejado. E a ocorrência de toda ou qualquer violência deve ser notificada às instituições responsáveis, para que se tomem as medidas legais cabíveis.

Os profissionais da saúde também devem proceder a notificação seja à polícia, seja ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação - SINAN, quando os casos adentram aos serviços de saúde. NUNCA devendo ser omissos e negligentes para com as vitimas que necessitam de assistência.

Abaixo segue um vídeo bastante interessante que contextualiza as informações aqui representadas, além da contextualização musical. Os dados epidemiológicos apresentados no vídeo são do ano de 2007 e , se fidedignos, exprimem apenas a realidade epidemiológica daquele ano.


                                          Video 1

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Impacto da violência na saúde dos brasileiros / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde. – Brasília, 2005. Disponível em <http://www.prosaude.org/publicacoes/diversos/impacto_violencia.pdf> Acesso em 7 de outubro de 2013 às 20h e 30min.

CONVENÇÃO DE BELÉM DO PARÁ. 10 anos da adoção da Convenção Interamericana para Prevenir, Punire Erradicar a Violência contra a Mulher. Ações em Gênero Cidadania e Desenvolvimento - AGENDE – Brasília: AGENDE, 2004. Disponível em <http://www.agende.org.br/docs/File/publicacoes/publicacoes/revista%20Convencao%20
Belem%20do%20Para.pdf> acesso em 7 de outubro de 2013 às 23h e 30min.

Figura 1: http://3.bp.blogspot.com/_Ftt8x8W6ot4/TFlSCSDpvI/AAAAAAAAAJA/ZqRgeLFNhhw/s400/
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Figura 2: http://www.orevolucionario.org/images/violencia_institucional.jpg

MARTINEZ. Simone Duran Toledo. Violência Institucional: Violação dos Direitos Humanos da Mulher. Palestra realizada no II Fórum de Violência contra a mulher/Presidente Prudente, 2008. Disponível em <http://www.recriaprudente.org.br/site/abre_artigo.asp?c=16> Acesso em 7 de outubro de 2013 às 23h e 45min.

Video 1: http://www.youtube.com/watch?v=YO9Tt3KC7g4

sábado, 5 de outubro de 2013

Qual o significado de violência?

 A palavra violência é de origem latina, vem do vocábulo vis que significa força e pode referir ao uso da superioridade física sobre o outro e o constrangimento que isto pode acarretar. No contexto histórico-social a violência é um termo utilizado para definir relações sociais (que podem ser interpessoais, de grupos, de classes, de gêneros e/ou que ocorrem em instituições) em que são empregados diferentes formas, métodos e meios de ferir à outrem, que causam danos à integridade física, mental e/ou moral.  

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Violência configura-se como o “uso da força física ou do poder real ou em ameaça, contra si próprio, contra outra pessoa, contra um grupo ou uma comunidade, que resulte ou tenha qualquer
possibilidade de resultar em lesão, morte ou dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação.” (KRUG et al. 2002, p.5, In: SOUZA, 2007, p. 15).


 A violência é um fenômeno complexo, multidimensional, construído social e historicamente, resultado “de um contexto histórico-social de violência endêmica e com profundas raízes culturais” (BRASIL, 2002, p.9).

 A violência está enraizada histórico,  político, socioeconômico e culturalmente em nossa sociedade e ela ocorre em todo e qualquer âmbito. Existem diversos tipos de violência e dentre os principais estão a violência física, a negligência social, a violência de gênero ou de sexo, o abuso sexual, a violência psicológica, a violência urbana, a violência institucional, a violência de Estado, entre outras.

Os fenômenos de violência, de forma direta ou indireta, têm como efeito sobre as pessoas o isolamento social, o pânico, o consumo de drogas, a depressão e a melancolia, além de defesas agressivas que potencializam, de forma geral, laços mais violentos (COSTA, 2004).

Se observa que a atuação contra as violências deve ser intersetorial, onde instituições públicas e privadas devem atuar em rede, através de ações preconizadas e pautadas nas Políticas Públicas de Enfrentamento à Violência, onde estas atuarão em situações de vulnerabilidade, promovendo o acesso da população vitima aos serviços de saúde e aos serviços sociais.

             Figura 1

Referências:

BRASIL. Ministério da Justiça. Secretaria de Estado dos Direitos Humanos. Departamento da Criança e do Adolescente. Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Infanto-Juvenil.Brasília: SEDH/DCA, 2002.

CONTE, Marta. Violência e saúde mental. 2010. Disponível em <http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/violenciamartaconte.pdf> Acesso em 5 de outubro de 2013 às 19h e 10min. 

COSTA, J.F. O vestígio e a aura – corpo e consumismo na moral do espetáculo. Rio de Janeiro: Garamont, 2004.


SOUZA, Edinilsa Ramos de (org). Curso Impactos da Violência Sobre a Saúde. – Rio de Janeiro. ENSP/FIOCRUZ, 2007.

Figura 1: http://sistema.ufcspa.edu.br/violencia/images/VIOLENCIA%20SITE.jpg

Apresentação do Blog

Este é um blog criado pelos alunos do 5º período do curso de Enfermagem na Universidade Unigranrio. Este blog é um instrumento parte do trabalho de Violência e Saúde Mental, da disciplina de Saúde Mental e possui como finalidade a discussão sobre as violências no contexto de Saúde Mental, as ações de Enfermagem e fisioterapia e a apresentação dos resultados encontrados pela visita ao campo em que foi desenvolvida a pesquisa. 


         Figura 1