A palavra violência é de origem latina, vem do vocábulo vis que significa força e pode referir ao uso da superioridade física sobre o outro e o constrangimento que isto pode acarretar. No contexto histórico-social a violência é um termo utilizado para definir relações sociais (que podem ser interpessoais, de grupos, de classes, de gêneros e/ou que ocorrem em instituições) em que são empregados diferentes formas, métodos e meios de ferir à outrem, que causam danos à integridade física, mental e/ou moral.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Violência configura-se como o “uso da força física ou do poder real ou em ameaça, contra si próprio, contra outra pessoa, contra um grupo ou uma comunidade, que resulte ou tenha qualquer
possibilidade de resultar em lesão, morte ou dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação.” (KRUG et al. 2002, p.5, In: SOUZA, 2007, p. 15).
A violência é um fenômeno complexo, multidimensional, construído social e historicamente, resultado “de um contexto histórico-social de violência endêmica e com profundas raízes culturais” (BRASIL, 2002, p.9).
A violência está enraizada histórico, político, socioeconômico e culturalmente em nossa sociedade e ela ocorre em todo e qualquer âmbito. Existem diversos tipos de violência e dentre os principais estão a violência física, a negligência social, a violência de gênero ou de sexo, o abuso sexual, a violência psicológica, a violência urbana, a violência institucional, a violência de Estado, entre outras.
Os fenômenos de violência, de forma direta ou indireta, têm como efeito sobre as pessoas o isolamento social, o pânico, o consumo de drogas, a depressão e a melancolia, além de defesas agressivas que potencializam, de forma geral, laços mais violentos (COSTA, 2004).
Se observa que a atuação contra as violências deve ser intersetorial, onde instituições públicas e privadas devem atuar em rede, através de ações preconizadas e pautadas nas Políticas Públicas de Enfrentamento à Violência, onde estas atuarão em situações de vulnerabilidade, promovendo o acesso da população vitima aos serviços de saúde e aos serviços sociais.
Figura 1
Referências:
CONTE, Marta. Violência e saúde mental. 2010. Disponível em <http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/violenciamartaconte.pdf> Acesso em 5 de outubro de 2013 às 19h e 10min.
COSTA, J.F. O vestígio e a aura – corpo e consumismo na moral do espetáculo. Rio de Janeiro: Garamont, 2004.
SOUZA, Edinilsa Ramos de (org). Curso Impactos da Violência Sobre a Saúde. – Rio de Janeiro. ENSP/FIOCRUZ, 2007.
Figura 1: http://sistema.ufcspa.edu.br/violencia/images/VIOLENCIA%20SITE.jpg

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